
Estava eu toda contente (ok, nada contente) com uma pequena maquina de tortura nas mãos (vendida por ai como aparelho depilatório) quando em meio ao sofrimento um pensamento me ocorreu. Minha santa avozinha sempre disse que cabeça vazia é oficina do bicho ruim. Certa ela...
Não que meu pensamento tenha sido algo maligno tipo dominar o mundo, saquear os maiores bancos, assassinar a Dilma no dia da posse com uma arma de longo alcance, enviar carta de antrax pra minha arqui-rival ou coisa assim. Meu pensamento foi apenas mais uma serie de viagens de “Madame E x os mistérios do universo”.
Eu jogo rpg desde só Dus sabe quando. E jogo The Sims desde antes disso. E viajo em idéias de universos paralelos, realidades alternativas e mundos dentro de mundos desde que eu nasci.
Alguém nos controla. Fato. Falei sem enrrolação.
Nós jogadores somos criadores de universo, criadores de vidas, zeladores de mundos. Podemos viver na idade média e nos tempos atuais. Criamos seres com inteligência, sentimentos e vontades. Nos divertimos controlando suas vidas e as vezes nos enraivecemos.
E acho possível que talvez, alguém ou um grupo de alguens possa estar fazendo isso conosco. Divertindo-se com nossas vidas, criando uma grande aventura numa mesa enquanto bebe coca-cola e come chips.
Talvez esse(s) seja(m) nosso(s) famoso(s) Deus(s). Talvez nossos personagens de jogo pensem que são reais e nós sejamos seus Deus.
Muitas vezes em papo de bêbado nerd levantei essa questão. Algumas vezes ela foi bem acolhida, outras vezes ela foi zoada. Pode ser que eu seja louca e esteja ainda sobre o efeito do impressionismo causado por jogos que imitam a vida, ou posso estar certa. Posso fazer parte de um jogo que imita a vida de seres maiores e jogar o mesmo jogo. Esses seres podem ser os personagens de algum outro ser que por sua vez é personagem de outro e assim formar um enorme e infinito circulo de mundos que existem um dentro do outro. Universos. Algo meio “Além da Imaginação” e fantástico. Vidas.











