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sexta-feira, 28 de maio de 2010


Escolhi minha fantasia e com ela ocultei meu verdadeiro eu. Mas uma vez ninguém percebeu.
Tudo bem...não importa...
Acho que no fim, o problema não sou eu ou minhas fantasias, mas sim as pessoas que vivem em meu mundo.
As pessoas sé veem aquilo que desejam ver, acreditam no que desejam acreditar. Nos rotulam como querem, e depois, nos olham como não tivessem feito nada.
Você é uma cabeça de borboleta, eu sou uma escrota, você é um muleque mimado desesperado por atenção, eu sou uma fresca, você é um macolheiro de m***, eu sou uma rpgista idiota,você é um poser, eu sou uma barbie sem cérebro.
E cá estamos nós de novo, com nossos rótulos e nossas fantasias.
Para o inferno tudo isso!!!!

Um comentário:

Mareana disse...

o poser e a barbie sem cerebro deveriam ler:

"[...] Em suma, na emoçao é o corpo que, dirigido pela consciência, muda suas relações com o mundo para que o mundo mude suas qualidades. Se a emoção é um jogo, é um jogo no qual acreditamos. Um exemplo simples fará compreender essa estrutura emotiva: estendo a mão para pegar um cacho de uvas. Não consigo pegá-lo, está fora do meu alcance. Sacudo os ombros, torno a baixar a mão, murmuro "estão muito verdes" e me afasto. Todos esses gestos, essas palavras, essa conduta, não são percebidas por eles mesmos. Trata-se de uma pequena comédia que represento debaixo do cacho para conferir às uvas a característica "muito verdes", a qual pode servir de sucedâneo à conduta que não posso executar. Elas se apresentavam, de início, como "uvas a serem colhidas". Mas essa qualidade urgente logo se torna insuportável, porque a potencialidade não pode ser realizada. Essa tensão insuportável, por sua vez, torna-se um motivo para ver na uva uma nova qualidade "muito verde", que resolverá o conflito e suprimirá a tensão. Só que [b]não posso conferir quimicamente essa qualidade às uvas, não posso agir sobre o cacho pelas vias ordinárias[/b]. Então capto o amargor da uva muito verde através de uma conduta de aversão. Confiro magicamente à uva a qualidade que desejo. Aqui a comedia só em parte é sincera. Mas se a situação é mais urgente e a conduta encantatória for efetuada com seriedade, eis a emoção."

Pág 65
SARTRE, Jean-Paul, 1905-1980
Esboço para uma teoria das emoções [Esquisse d'une théorie des émotions]
Coleção L&M Pocket plus
1.Filosofia-Existencialismo-Sartre-Emoções-Ensaio.