-“Ooiii!!!?”
Eu atendi o telefone.
-“E. ...”
Ele me respondeu do outro lado da linha.
Houve um minuto de silêncio, uma breve tentativa de começo de conversa. Um riso nervoso. Um riso confuso.
Ele perguntou como eu estava. Eu respondi que tranquila.
Perguntei como ele estava, e ele respondeu que “doidão”.
Ri e perguntei se ele sempre gastava as ondas dele em mim.
Ele riu e disse que estava se permitindo pensar em mim. E que estava com saudade. E que ouvir minha voz era bom.
Conversamos mais alguns minutos. Ele me contou histórias que tem vivido lá. Disse que as vezes se sente só...Disse que queria estar aqui.
Eu disse que precisava desligar naquele momento. Ele me chamou de medrosa.
Ele repetiu, perguntou se era medo. Eu disse tchau.
E ai querido terapeuta, o que era? Era medo?
Esses dias ele me disse que fica puto em me ver tomando as decisões erradas e não poder fazer nada. Ele disse que ia mudar isso. Acho que ele declarou guerra a alguém.
Declarou terapeuta?
Tô confusa terapeuta, e tô com medo.
Eu fiz uma escolha por amor ou por medo?
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